Amor - esta barreira falsa entre as pessoas






O amor

Esta barreira falsa entre as pessoas.

Meu corpo sou Eu, mas o Eu vai além da experiência física individual, orgânica.  O que reconheço é menor do que sou, mesmo que isso pareça improvável ou contrário. Para iniciar algo é preciso realmente começar. Reconheço em mim esta dificuldade, a dificuldade do início. A inércia é como um veneno paralisante sobre o sistema nervoso central. Imagine-se a um passo do paraíso e de seus mais preciosos objetivos e o corpo imóvel. Existe nisso uma doce e agradável sensação que é a de dormir, de esquecer, de parar de pensar. A sua atitude inerte passa a ser venenosa também. Acordar é difícil demais, o ar é pesado demais para se mover. No entanto existe um antídoto para a inércia. Não é a força de vontade. Esta é a primeira a ser suprimida na batalha. Não é o desejo, porque este se mantém intacto e isso aumenta o sofrimento, criando a relação entre desejo existente e ausência de movimento em realiza-lo. Penso que o amor é uma saída para o fim da inércia. O amor requer envolver-se, engajar-se e engajar-se é assumir o movimento. O movimento é a chave, mas não é a fechadura. O amor exige abertura e não é fácil abrir as travas do chakra cardíaco. Ele é a fonte do amor e a porta do medo, a porta do quarto do pânico que existe em sua casa, pronta para você se esconder quando o ladrão entrar. Dizemos: pois que ele leve tudo, mas, me deixe quieto escondido e protegido aqui dentro. O ladrão é o tempo e vai levar até o que você não sabia que tinha. Quando resolve sair do compartimento seguro está velho e não há mais nada na casa abandonada.  É preciso um lugar para se esconder, para fugir um pouco, nem sempre é possível enfrentar-se. Mas as palavras - sempre e possível - são atributos do amor. Uma habilidade que almeja a liberdade de ir e vir para dentro do coração, liberdade de andar e ficar parado, de amar e se esconder. O amor não é algo do outro, mas a capacidade de abertura para romper o congelamento e a solidão. 


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