O dedo

- Aponte o dedo para a frente, para o futuro. Não pense no porque. Concentre-se e me diga: o que vê?


- Devo ser um tolo, pois nada vejo além de um densa névoa frente ao meu bom olho.


- Tua visão demonstra sabedoria. Nada pode ser antever ao futuro, nem mesmo o profeta que previa.


- Então é perda de tempo almeja-lo, fitá-lo?


- Mire o futuro e siga sem medo do destino que te afronta. O tolo, frente à angustia do desconhecido, passa a mirar o próprio dedo que aponta.


Fabio Teixeira

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